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5 de agosto de 2013

Casa Limpa

É tão bom receber visita quando a casa está limpa!
Quando está bagunçado, mesmo que fale “não repare na bagunça”, claro que reparam.
É importante arrumar as coisas antes receber alguém.
Dá uma sensação boa quando encontramos tudo limpo, ficamos à vontade.
Ah, como é bom se sentir confortável!
Casa suja não atrai ninguém, pelo contrário.

Mas tem gente que chega na nossa casa de repente, e encontra tudo uma verdadeira zona.
Por isso é bom dar uma geral de vez em quando
Tirar o que não presta mais, aquilo que só junta poeira
É importante limpar as sujeiras antes de encontrar alguém.
Convidado ou não, a casa precisa estar apresentável pra quem aparecer.
Afinal, tem gente que chega de surpresa.

26 de junho de 2013

Um atalho leva a outro

Antônio se viu entre duas situações, mudar de casa ou acordar mais cedo. Acontece que fecharam o atalho que ele pegava para ir ao trabalho, e sem a ajudinha de todos os dias levaria mais de duas horas pra chegar. Como ele morava de aluguel não viu problema nenhum em morar em outro lugar, mas os apartamentos daquele lado da cidade custavam o triplo. Em compensação ele poderia dormir duas horas a mais que se permanecesse na mesma casa.

O que Antônio fez? Pediu demissão. Ele nem recebia muito mesmo. Arrumaria outro emprego que não exigisse tanto, manteria seu apartamento barato e sua vida fácil. 

28 de maio de 2013

Boazinha

Fulaninha sempre tão quietinha, agradava todo mundo. Moça educada, boazinha demais.

Aí sofreu por amor. Fulaninha chorou, cansou de sempre agradar. Ser boazinha não valia de nada.


1 de março de 2013

Um outro olhar.

É claro que o preconceito existe, e eu diria que às vezes é maior por parte de nós mesmos que dos outros. Preconceito é criarmos uma opinião sobre um tema sem nem conhecê-lo como de fato ele é. Quando digo que em alguns casos somos nós mesmos os vilões de nossas vidas é porque as vezes não conhecemos a realidade de nossos próprios problemas e já os julgamos como insolúveis, impossíveis e simplesmente não procuramos nenhuma solução. Por que comecei dizendo essas coisas? Bem, vou lhe contar minha história e você entenderá.
Já dizia aquele velho ditado: “A grama do vizinho sempre parece mais verde”, e realmente a vida dos outros sempre pareceu melhor que a minha. Sofri um acidente de carro quando tinha 15 anos e devido a uma lesão medular fiquei paraplégico. Você pode imaginar que não foi nada fácil enfrentar minha adolescência preso em uma cadeira de rodas. Não namorava ninguém e nem saia de casa a não para escola (coisa que meus pais me obrigavam a fazer). Passei cinco anos me sentindo um peso para minha família, achando que seria melhor ter morrido a ficar deficiente.
Não vou te contar o que passei após o acidente, como eram terríveis as sessões de fisioterapia ou como foi achar que poderia voltar a andar e no fim descobrir que isso não passava de uma fantasia na minha cabeça. Não, não vou te contar de como fiz meus pais e amigos sofrerem porque só conseguia sentir pena de mim mesmo e como fui egoísta por achar que todos deviam fazer o mesmo. O ser humano tem a mania de se menosprezar em relação a quem quer que pareça viver melhor, e enquanto eu não parei de me sentir inferior ao resto do mundo não consegui seguir a diante. Sim, eu vou te contar como superei essa auto piedade e comecei e enxergar o quanto estava perdendo da vida enquanto permanecia preso com meu preconceito.
Quando tinha vinte anos assisti a uma reportagem que falava sobre o trabalho de umas artesãs no Nordeste. Achei aquelas mulheres fantásticas, muitas delas sustentavam a família inteira só com o dinheiro vindo do artesanato, e apesar das dificuldades financeiras que enfrentavam durante todo o documentário falaram apenas das coisas que já tinham conquistado graças ao artesanato, e não do que ainda faltava. Não sei por que aquela reportagem mexeu de uma forma diferente comigo, e passei a me questionar por que eu reclamava tanto dos meus problemas e não percebia o que de bom ainda me restava.
Decidi que mais histórias como a daquelas mulheres e tantas outras de exemplos de determinação deveriam ser mostradas às pessoas. Resolvi fazer faculdade de jornalismo e me dedicar a encontrar histórias que valessem a pena serem contadas. Comecei a produzir vários documentários até que um dia um colega de classe me perguntou por que não produzia minha própria história. Eu tinha passado a aceitar melhor minha condição física, porém ainda existiam muitas barreiras que faziam com que eu não me achasse digno de compartilhar meus sentimentos com o mundo. Por fim acabei sendo convencido a gravar o documentário e surpreendentemente eu tinha muito mais a dizer do que pensava.
Foram sete meses de produção contando o que eu tinha passado ao longo daqueles anos após o acidente e o que a paraplegia tinha feito comigo. Percebi que eu não devia me achar um coitado por estar naquela cadeira de rodas, um injustiçado que foi fadado a passar o resto da vida dependendo de um objeto pra se locomover. Eu tinha sido abençoado com a chance de reconstruir minha vida. Provavelmente eu não seria a mesma pessoa se não tivesse enfrentado todos aqueles obstáculos. Comecei a me enxergar como aquelas pessoas que entrevistei antes, como alguém que assim como todo mundo tem uma dificuldade e tenta superá-la.
A deficiência não deixou de me incomodar, e nem sei se isso acontecerá um dia. Mas o que antes eu via como um impedimento para viver hoje me faz questionar “Como posso trazer isso à minha vida?”. Eu entendi que por mais verde que seja a grama do meu vizinho ele nunca estará totalmente satisfeito com seu jardim. Achamos defeitos e reclamamos de tudo, contudo se aceitarmos que nada na vida é realmente perfeito quem sabe podemos parar de nos enganarmos e nos escondermos por trás de tantas máscaras. Afinal, todos nós temos boas histórias que merecem ser contadas.
Meu nome é Otávio, tenho 25 anos, sou jornalista e paraplégico. Minha deficiência é a última na minha apresentação, porque ela é a última que me impede de fazer qualquer coisa que eu queira. 


6 de fevereiro de 2013

Acontece Sempre.

Você não precisa se culpar por aqueles encontros repentinos e tão divertidos que você teve ultimamente. Ou aqueles marcados com semanas de antecedência que você ficava se preparando para quando chegassem.
Você não tem que se culpar por ter tentado ser feliz. Quem não tenta que deve ser culpado por não apostar em nada. Se não deu certo, bola pra frente. Ninguém consegue andar de primeira, sempre tem muitos tombos no caminho.
Você deve se permitir confiar nas pessoas. Mas lembre-se de quando gostar de alguém assegurar-se de não esperar que esse novo amor preencha todas suas expectativas. Às mulheres: o príncipe encantado não existe, e muito menos vai aparecer em um cavalo branco. Talvez com um carro popular, a barba por fazer, contas a pagar e a mania de se achar o melhor jogador de futebol entre o grupo de amigos. Aos homens: Sim, mulheres em sua natureza são um tanto bipolares. Não esperem ser compreendidos, a mente feminina entende apenas o que quer. A mulher vai gritar com você, dizer que te odeia mas no final vai querer uns beijinhos e um “você estava certa, amor”.
Enfim, não deixe sua felicidade nas mãos de alguém, não existe ninguém perfeito e essa pessoa pode não saber o que fazer com tamanha responsabilidade.
Você não precisa se culpar por se apaixonar, acontece sempre. Amor é assim mesmo, às vezes dura pra sempre, às vezes passa. Mas se de uma coisa não podemos ser culpados é de amar, existe coisa melhor?

16 de janeiro de 2013

Mais que uma princesa

Ninguém acreditava que Alice fosse capaz de alguma coisa além de encantar os homens com sua beleza. Ela tinha um rosto angelical, uma pele clara e macia como nuvens, seus cabelos loiros eram tão lisos que caiam sempre em seus olhos castanhos, e seu corpo perfeitamente esculpido fazia todas as curvas combinarem entre si. Os homens sempre que passavam por Alice se encantavam com a beleza moça, e depois de alguns minutos ao seu lado já se apaixonavam. As mulheres, mesmo que sentissem ciúmes a admiravam por conseguir enfeitiçar quem quer que fosse tão rapidamente.

Mas Alice se sentia vazia por dentro, como se faltasse alguma coisa para que ela fosse quem sempre sonhara, ela nunca desejou todos aqueles olhares. Sempre quisera ser professora, mas sua mãe a convencera de que com tamanha beleza pudesse fazer algo mais da vida, e o que seria exatamente “fazer algo mais da vida?”. Ela não sabia fazer nada além de ser bonita. Então um dia Alice percebeu o que faltara em sua vida: uma paixão. Não entre homem e mulher, porque isso ela poderia ter se quisesse, mas uma paixão exclusiva dela, um talento que talvez nunca fora descoberto. Alice descobriu que para ser feliz não bastava encantar a todos enquanto dentro de si mesma algo estava incompleto.

Ela finalmente criou coragem e começou a dar aulas particulares, e aquelas aulas a preencheram mais que milhões de festas em que já estivera. Alice encontrou prazer, e sua paixão pela vida se tornou mais um de seus encantos, o mais belo por sinal. Os homens não deixaram de amá-la, só que agora também a admiravam.

“Amo você de qualquer jeito- mesmo que não exista nenhum 
eu ou nenhum amor, ou mesmo nenhuma vida, amo você.”
Mulher para homem, por carta.


6 de novembro de 2012

Falsas Verdades

Oram falam da importância de se saber expressar,
ora citam o valor do silêncio.
Confundem a liberdade com o exagero, talvez.
Falam mais do que podem no momento e acabam dizendo mentiras.
Mentiras ou falsas verdades, qualquer que seja a definição é levada pela empolgação.
O impulso.

Lembram o quanto é fundamental pensar antes de agir,
Fechar os olhos pra contar.
Mas a verdade é que poucas vezes fazem isso.
Cobram demais uns dos outros e não oferecem nada em troca.
Sim, a vida é feita de trocas.
Trocas de favores, de carinhos, de olhares.

Ora discutem sobre moral,
ora pedem desculpas em público.
Ninguém cumpre veemente o que promete.
Promessas e expectativas são quebradas, e no entanto eles continuam falando, cobrando...
E se esquecendo de tudo depois.


6 de junho de 2012

Passe para o papel


Escrever, para mim, é se libertar. É como se por um momento, mesmo que pequeno, você fosse dono do tempo e todas as coisas acontecessem a sua maneira. Escrever é contar a história na sua versão e fazer com que a enxerguem da forma mais linda. Não sei de onde vem esse dom. Sei que pode ser aperfeiçoado ao longo do tempo, mas convenhamos, existem pessoas que parecem terem nascido para nos impressionar com seus versos. A arte de seduzir alguém usando apenas palavras. Ah, a poesia! Como é lindo quando, em as vezes em tão poucos versos você é completamente conquistado. 
Seja conciso em suas palavras, mas nunca deixe aquele detalhe passar. Detalhes são importantes e fazem a diferença em qualquer texto. Escreva para si mesmo, como se o universo fosse seu. Apaixone-se por cada linha redigida, e no final o seu texto não se torna apenas libertador, mas inspirador. E acima de tudo, apaixonante.