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24 de setembro de 2013

De lua

Lua era apaixonada
Mas era sozinha
Vivia pedindo companhia
Olhava pro lado e via algumas estrelas brilhando, mas nenhuma a via
Um dia Lua de tanta tristeza foi deixando de aparecer
Não tinha mais o que fazer naquele lugar
Até que alguém sentiu sua falta
Uma das estrelas percebeu que Lua ali não mais estava.
Então disse a ela sobre a falta que fazia
E Lua voltou
Era mais bonito agora que não brilhava sozinha.

5 de agosto de 2013

Casa Limpa

É tão bom receber visita quando a casa está limpa!
Quando está bagunçado, mesmo que fale “não repare na bagunça”, claro que reparam.
É importante arrumar as coisas antes receber alguém.
Dá uma sensação boa quando encontramos tudo limpo, ficamos à vontade.
Ah, como é bom se sentir confortável!
Casa suja não atrai ninguém, pelo contrário.

Mas tem gente que chega na nossa casa de repente, e encontra tudo uma verdadeira zona.
Por isso é bom dar uma geral de vez em quando
Tirar o que não presta mais, aquilo que só junta poeira
É importante limpar as sujeiras antes de encontrar alguém.
Convidado ou não, a casa precisa estar apresentável pra quem aparecer.
Afinal, tem gente que chega de surpresa.

26 de junho de 2013

Um atalho leva a outro

Antônio se viu entre duas situações, mudar de casa ou acordar mais cedo. Acontece que fecharam o atalho que ele pegava para ir ao trabalho, e sem a ajudinha de todos os dias levaria mais de duas horas pra chegar. Como ele morava de aluguel não viu problema nenhum em morar em outro lugar, mas os apartamentos daquele lado da cidade custavam o triplo. Em compensação ele poderia dormir duas horas a mais que se permanecesse na mesma casa.

O que Antônio fez? Pediu demissão. Ele nem recebia muito mesmo. Arrumaria outro emprego que não exigisse tanto, manteria seu apartamento barato e sua vida fácil. 

13 de junho de 2013

Rosas e Punhais

Capítulo 1 - Estoure a bolha

Tenho vontade de fugir, mas não vou. É engraçado como as pessoas sempre deduzem que se alguma coisa de ruim acontece você entrará em alguma espécie de bolha e sufocar até a morte. Sim, a maioria realmente faz isso. Mas eu não quero ser o tipo de gente que foge. Quero ter força pra encarar esses chatos problemas e dizer a eles: “Eaí, quem é que manda aqui?” Afinal, de que vale fugir já que tudo vai continuar onde está? Então passada a lição “aprenda a enfrentar seus problemas”, decidi sair da minha bolha sufocante e viver seja lá o que existia fora dela.
Minha história, eu sofri. Assim como todas as pessoas do mundo. A diferença é que quando aconteceu comigo fiquei com tanto ódio que decidi me isolar e gastar meu tempo pensando nas possíveis formas de vingança, e comecei a torcer que o universo agisse, realizasse meu desejo e explodisse aquelas coisas chatas. Já pensou se o universo realmente escutasse e realizasse cada pedido de vingança das pessoas amarguradas? Te garanto que não estaríamos aqui agora. Mas graças ao cosmo, ao amor próprio e ao senso de ridículo cansei de levar uma vida medíocre de planos sempre falíveis. Não sei se você concorda comigo, mas planejar uma vingança cansa, e muito. E só você que se preocupa com isso, o restante das pessoas seguem a vida, trocam de bolhas, comem ovos mexidos no café da manhã e arrumam ocupações.
Desculpa se não te contei o que aconteceu comigo, mas nem vou contar. O que você precisa saber é que cansei da bolha. Enjoei dela a tal ponto que qualquer coisa que fizesse com que me sentisse daquele jeito de novo, estourava antes mesmo de virar uma pequena bolinha. Estava gastando muito esforço mental com isso, e não gosto de usar meus pensamentos com coisas desnecessárias.
Isso tudo que falei pode ser lixo, ou não. Faz parte do “quem é que manda aqui”. Me sinto cansada só em relembrar de como era dentro da bolha. Algumas pessoas desistem das coisas na metade, e eu não quero ser assim também. Vou até o final com minha história, te garanto. Mas depois, agora ainda não faria sentido continuar. 

23 de maio de 2013

Triângulo Amoroso. A história sobre uma mulher, um homem e mais alguém.


Te prometo que tentarei fugir dos clichês das histórias de amor. Mas o que poderíamos dizer sobre o amor? É um verbo? Uma ação? Sentimento? Prazer? Bom, ouso dizer que seja uma mistura de todas essas coisas. É difícil escrever sobre amor quando não se está vivendo uma fase “romântica”. Mas não é por não termos ido a Disney que não conhecemos o Mickey, certo? E toda boa história merece ser contada.
Dito isso, vamos ao que interessa. Tinha essa mulher, cabelos loiros e olhos castanhos. E tinha esse homem, alto, moreno, cabelos lisos e pretos. O cara, podemos chamá-lo de “Não sei”, e mulher, nossa “Por quê” eram um casal feliz. Ou até a chegada da terceira personagem, conhecida como “Que tal”.
Não Sei era um cara divertido, inteligente, independente e aparentemente fiel. Um homem tem direito de continuar tendo uma vida social após o início de um namoro, eu sei. Na verdade é um dever! E seguindo esse mandamento Não Sei manteve o futebol todas as quintas com os amigos, as saídas para os barzinhos com o pessoal do escritório e algumas paquerinhas ao longo desses momentos de lazer, afinal ele estava comprometido e não cego. Já Por quê enxergava no namorado o verdadeiro e único amor pra vida toda. Fazia tudo para agradar o “benzinho” e até se afastou das amizades masculinas porque ele não gostava. Relação bem equilibrada né?
Em uma dessas saídas Não Sei conheceu Que Tal, uma mulher atraente, com um belo par de pernas, cabelos vermelhos e pele cor de porcelana. Ah, caro leitor, há de se imaginar que como todo homem ele se viu rapidamente atraído por aquele oásis parado na sua frente. O fato é que a partir daquele dia os dois começaram a conversar frequentemente. Porém deixemos claro que Por quê não sabia desse contato entre os dois.
Mas como todos aqui também sabem, intuição feminina é uma coisa que ataca a mente das mulheres e dificilmente está errada. E dadas as situações Por quê começou a desconfiar do benzinho, e quando menos esperava estava procurando no celular do moço alguma coisa que pudesse comprovar a traição. E aí entra o dilema da história, ela nunca encontrou nada. Mas a pulga continuava ali, fazendo-a pensar que o futebol ou a cerveja foram trocados por uma noite com a ruiva atraente. E nenhum relacionamento sobrevive à desconfiança. Ninguém aguenta o (a) namorado (a) ligando toda hora, suspeitando de tudo. Convenhamos, quando o namoro está chato qualquer par de pernas na grama do vizinho parece bem mais convidativo.
Em suma, o relacionamento se desgastou e acabou, como o fim de parte das histórias de amor. Mas uma coisa que Por quê nunca soube de verdade foi se Não Sei a havia traído de fato. Que tal nem foi afetada pela decisão do casal, a menos que essa hora esteja com o jovem galã. Ele sofreu um pouco, mas se sentiu aliviado por estar livre de um namoro sufocante. E ela, bom, ficou se perguntando se tinha errado em seu julgamento e perdido o homem da sua vida.
O que essa história nos ensina caros amigos? Ciúme sem fundamento é coisa de gente que procura o porquê de cada passo do outro. Sabe, gente paranoica cansa, mas gente sem atitude também. Ou você acha que nosso amigo Não Sei recebeu esse nome por acaso? Alguém que entra em um relacionamento e continua sem assumir um compromisso com o companheiro, sem saber o que quer, vai acabar sozinho também.
O resumo é esse: sempre existirá um (a) Que Tal por aí pra te fazer questionar por que não? E você, quem você vai ser nessa história?

26 de janeiro de 2013

Jeitinho Brasileiro


- Óh, esse aqui é o autografado. Custam só cem reais, mas como o senhor é gente boa a gente fecha em cinquenta.
- Mas aqui diz que foi fabricado na China, com validade até 2000. Isso não faz sentido.
- O Senhor por acaso tá dizendo que minhas mercadorias são fajutas? Assim o senhor me ofende.
- Mas é que não é possível.
- Veja bem, o senhor não queria um carrinho de fórmula 1 assinado pelo Senna pra dar pro seu filho? Pois bem, esse foi o que arrumei. O moleque vai fazer quantos anos mesmo?
- Nove.
- Pois então, o garoto nem tinha nascido quando o cara morreu. Tô fazendo um preço bom pro senhor, aproveita.
- Tá bom, mas só se o capacete vier junto, e autografado também.
- Pra autografar aumenta vinte e cinco reais.

16 de janeiro de 2013

Mais que uma princesa

Ninguém acreditava que Alice fosse capaz de alguma coisa além de encantar os homens com sua beleza. Ela tinha um rosto angelical, uma pele clara e macia como nuvens, seus cabelos loiros eram tão lisos que caiam sempre em seus olhos castanhos, e seu corpo perfeitamente esculpido fazia todas as curvas combinarem entre si. Os homens sempre que passavam por Alice se encantavam com a beleza moça, e depois de alguns minutos ao seu lado já se apaixonavam. As mulheres, mesmo que sentissem ciúmes a admiravam por conseguir enfeitiçar quem quer que fosse tão rapidamente.

Mas Alice se sentia vazia por dentro, como se faltasse alguma coisa para que ela fosse quem sempre sonhara, ela nunca desejou todos aqueles olhares. Sempre quisera ser professora, mas sua mãe a convencera de que com tamanha beleza pudesse fazer algo mais da vida, e o que seria exatamente “fazer algo mais da vida?”. Ela não sabia fazer nada além de ser bonita. Então um dia Alice percebeu o que faltara em sua vida: uma paixão. Não entre homem e mulher, porque isso ela poderia ter se quisesse, mas uma paixão exclusiva dela, um talento que talvez nunca fora descoberto. Alice descobriu que para ser feliz não bastava encantar a todos enquanto dentro de si mesma algo estava incompleto.

Ela finalmente criou coragem e começou a dar aulas particulares, e aquelas aulas a preencheram mais que milhões de festas em que já estivera. Alice encontrou prazer, e sua paixão pela vida se tornou mais um de seus encantos, o mais belo por sinal. Os homens não deixaram de amá-la, só que agora também a admiravam.

“Amo você de qualquer jeito- mesmo que não exista nenhum 
eu ou nenhum amor, ou mesmo nenhuma vida, amo você.”
Mulher para homem, por carta.


29 de novembro de 2012

Zigue-zague


Marina morava com Letícia, que sempre reclamava de tudo.
Letícia queria a casa amarela e Marina gostava mais de rosa, mas namorava Fernando que também detestava.
Fernando parou de visitar Marina, que de tanto ficar só começou a gostar de João, o vizinho.  
João gostava de Letícia, que só queria saber de trabalhar e não gostava de ninguém.
Fernando terminou com Marina, que foi morar com João, que esqueceu Letícia, que acabou sozinha por escolher demais.

1 de outubro de 2012

Incapacidade Masculina

- Isso é só pra você tá?
- Ta bom, mas anda logo!
- Calma, é difícil.
- Vai rápido!!
- Se você não parar de falar eu não me concentro.
- Ta... parei.

João! Maria! Cadê vocês?!

- Droga, ela ta vindo! Acho que descobriu tudo.
- Também né, você roubou a caixa inteira.
- Claro, você não faz nada direito. Podia precisar de muitos.

Meninos, venham aqui!!

- To quase lá... Droga, estourou.
- Eu sabia que você não ia conseguir fazer essa bola de chiclete!
- Desculpa Maria.
- Homens, tão inúteis as vezes!