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23 de maio de 2013

Triângulo Amoroso. A história sobre uma mulher, um homem e mais alguém.


Te prometo que tentarei fugir dos clichês das histórias de amor. Mas o que poderíamos dizer sobre o amor? É um verbo? Uma ação? Sentimento? Prazer? Bom, ouso dizer que seja uma mistura de todas essas coisas. É difícil escrever sobre amor quando não se está vivendo uma fase “romântica”. Mas não é por não termos ido a Disney que não conhecemos o Mickey, certo? E toda boa história merece ser contada.
Dito isso, vamos ao que interessa. Tinha essa mulher, cabelos loiros e olhos castanhos. E tinha esse homem, alto, moreno, cabelos lisos e pretos. O cara, podemos chamá-lo de “Não sei”, e mulher, nossa “Por quê” eram um casal feliz. Ou até a chegada da terceira personagem, conhecida como “Que tal”.
Não Sei era um cara divertido, inteligente, independente e aparentemente fiel. Um homem tem direito de continuar tendo uma vida social após o início de um namoro, eu sei. Na verdade é um dever! E seguindo esse mandamento Não Sei manteve o futebol todas as quintas com os amigos, as saídas para os barzinhos com o pessoal do escritório e algumas paquerinhas ao longo desses momentos de lazer, afinal ele estava comprometido e não cego. Já Por quê enxergava no namorado o verdadeiro e único amor pra vida toda. Fazia tudo para agradar o “benzinho” e até se afastou das amizades masculinas porque ele não gostava. Relação bem equilibrada né?
Em uma dessas saídas Não Sei conheceu Que Tal, uma mulher atraente, com um belo par de pernas, cabelos vermelhos e pele cor de porcelana. Ah, caro leitor, há de se imaginar que como todo homem ele se viu rapidamente atraído por aquele oásis parado na sua frente. O fato é que a partir daquele dia os dois começaram a conversar frequentemente. Porém deixemos claro que Por quê não sabia desse contato entre os dois.
Mas como todos aqui também sabem, intuição feminina é uma coisa que ataca a mente das mulheres e dificilmente está errada. E dadas as situações Por quê começou a desconfiar do benzinho, e quando menos esperava estava procurando no celular do moço alguma coisa que pudesse comprovar a traição. E aí entra o dilema da história, ela nunca encontrou nada. Mas a pulga continuava ali, fazendo-a pensar que o futebol ou a cerveja foram trocados por uma noite com a ruiva atraente. E nenhum relacionamento sobrevive à desconfiança. Ninguém aguenta o (a) namorado (a) ligando toda hora, suspeitando de tudo. Convenhamos, quando o namoro está chato qualquer par de pernas na grama do vizinho parece bem mais convidativo.
Em suma, o relacionamento se desgastou e acabou, como o fim de parte das histórias de amor. Mas uma coisa que Por quê nunca soube de verdade foi se Não Sei a havia traído de fato. Que tal nem foi afetada pela decisão do casal, a menos que essa hora esteja com o jovem galã. Ele sofreu um pouco, mas se sentiu aliviado por estar livre de um namoro sufocante. E ela, bom, ficou se perguntando se tinha errado em seu julgamento e perdido o homem da sua vida.
O que essa história nos ensina caros amigos? Ciúme sem fundamento é coisa de gente que procura o porquê de cada passo do outro. Sabe, gente paranoica cansa, mas gente sem atitude também. Ou você acha que nosso amigo Não Sei recebeu esse nome por acaso? Alguém que entra em um relacionamento e continua sem assumir um compromisso com o companheiro, sem saber o que quer, vai acabar sozinho também.
O resumo é esse: sempre existirá um (a) Que Tal por aí pra te fazer questionar por que não? E você, quem você vai ser nessa história?

1 de outubro de 2012

Incapacidade Masculina

- Isso é só pra você tá?
- Ta bom, mas anda logo!
- Calma, é difícil.
- Vai rápido!!
- Se você não parar de falar eu não me concentro.
- Ta... parei.

João! Maria! Cadê vocês?!

- Droga, ela ta vindo! Acho que descobriu tudo.
- Também né, você roubou a caixa inteira.
- Claro, você não faz nada direito. Podia precisar de muitos.

Meninos, venham aqui!!

- To quase lá... Droga, estourou.
- Eu sabia que você não ia conseguir fazer essa bola de chiclete!
- Desculpa Maria.
- Homens, tão inúteis as vezes!


24 de setembro de 2012

Escadas e seus efeitos

Certa noite três amigos estavam no bar e, como sempre, entre uma conversa e outra tomavam suas doses de cerveja. Fazendo as conversas cada vez menores e as doses consequentemente maiores, os amigos todos de meia-idade, começaram a lembrar das coisas que existiam na sua época de juventude e que hoje não existem mais. 

- Vocês lembram de como os filmes na nossa época eram melhores? - Disse o cavalheiro sentado em frente a janela.
- É verdade. E as novelas também! Antes adorava assistir novela com a Judite, hoje nem horário político aguento do lado daquela mulher.
- No meio das brigas alguém sempre caia da escada e morria. Que saudade das escadas!
- Sabem de uma coisa, sempre gostei de loiras. - Disse o que segurava a garrafa de cerveja.
- Mas se casou com uma morena. Eu por exemplo, casei com a Judite que sempre foi morena, e gosto dela assim.
- É verdade. - Ele chamou o garçom pra que servisse mais uma dose aos três. - Mas sempre fui apaixonado por uma loira. Lembram da Helena?
- Helena? Que Helena? - Perguntou o amigo que ainda olhava a janela.
- Aquela que tinha os cabelos lisos, longos e loiros. Era alta e com os olhos cor de mel. Que mulher linda!

Os dois amigos se olharam:
- Conheceu essa ai que ele ta falando?
- Não que eu me lembre. - E ele não lembrava de muita coisa naquela hora.
- Nem eu.

Mas o outro continuou:
- Nos víamos toda semana, sempre durante a  noite. Nossos encontros eram intensos e envolventes.
- Lembro de uma Helena que era muito bonita. Mas não pode ser a mesma.
- Ela era demais. Pena que depois de um tempo foi embora. Nem me lembro o por quê.
- A Helena que me lembro era de uma novela das oito, e morreu caindo da escada.

Os três pensaram por um minuto e deram mais um gole na cerveja. 

- Uhm.. Por isso ela sumiu da minha vida.